quinta-feira, 18 de julho de 2013

22º Episódio [Segunda Parte] - Contar?

Sua vida estava prestes a se tornar um inferno. Pra alguém você tinha que contar. E quando Lucas chegasse? O que iria acontecer?. Você ligou a TV, mas quando foi se interessar pelo programa, José levantou e pegou o controle da sua mão, colocando num jogo (era uma quarta-feira á noite), ótimo, agora tinha até isso. Você sentia fortes dores de cabeça e resolveu tomar umas vitaminas em comprimido que estavam do lado da sua cama:
-Cuidado, eu posso ter trocado por veneno.
Você jogou o vidro no chão, não aguentava mais aquilo
-QUAL SEU PROBLEMA? VOCÊ NÃO PODE APENAS ME MATAR E PRONTO?
-Seria fácil demais. E te matar seria bem rápido.
-ENTÃO, FAÇA! MAS QUE INFERNO!
Uma enfermeira entrou correndo no quarto, você disse a ela que precisava tomar banho. Ela se virou para José e perguntou se não havia nenhuma mulher que pudesse me acompanhar, ele disse que só havia ele de acompanhante. Ela disse que ela mesma te ajudaria e pediu que ele se retirasse do quarto, fosse comer algo lá fora. Quando ele se afastou, ela disse pra você:
-Escuta aqui mocinha, eu não sou burra. Aquele copo de água jogado, agora os remédios. Esse cara esta fazendo mal a você?
Eu deveria contar?
-Moça, pelo amor de Deus, você precisa me ajudar! Ele é um monstro! Ele disse que vai me matar! Ele que me achou desmaiada, olha o que ele fez - Você levanta a manta e mostra as pernas com roxos pra ela - Eu não posso contar pro Lucas, pro meu chefe, porque até ele, ele disse que vai matar.
-Você precisa dar queixa desse cara na polícia!
-Como? Ele não me deixa fazer nada!
-Eu posso dar.
-É perigoso demais.
-Porque ele esta fazendo isso?
-Ele disse ser a mando de alguém. Ele disse que trocou minhas vitaminas por veneno! Eu tenho medo de dormir e algo acontecer, eu tenho medo de tudo, eu não devia ter saído de casa, não deveria ter aceitado esse emprego.
-Você precisa contar pra alguém que trabalha com você.
-Eu não posso, se ele quiser que me mate, ele não pode é tocar no Lucas.
-Esse Lucas, é um rapaz forte, que estava aqui mais cedo?
-É sim.
-Ele é cantor né?
-É, pra mim o melhor.
-Você não é apenas uma funcionária, você é algo mais.
-Talvez - você disse e um sorriso de canto apareceu - talvez.
-Olhe, vamos, vamos tomar banho, eu te ajudo.
Ela te ajudou ir até o banheiro e ficou de guarda na porta. Quando você terminou, perguntou a ela se não tinha a opção de ficar sozinha, sem ele. Ela disse que sim, mas que a ordem era clara que você não podia ficar sozinha, ordem do próprio Lucas. Pronto, agora a preocupação dele havia dado cabo de sua vida.
Ela disse que ficaria ali com você o tanto de tempo que fosse possível, pra que você não ficasse com ele. Ela te deu um vidrinho com as vitaminas que ele não tinha tido acesso e te pediu pra esconder. Depois de uns 20 minutos, José bateu com força e gritou lá de fora "POSSO ENTRAR?", pronto, toda a calma que a enfermeira tinha passado pra você acabaram ali. Ela abriu a porta e pediu que ele não gritasse pois aquilo era um hospital. Ele entrou, se sentou e reclamou por ter perdido o jogo todo. Quando ele perguntou o que a enfermeira fazia lá ainda, ela disse que você precisava de atenção especial. Mas o turno dela acabaria as seis da manhã e já era 3:30. Com ela lá, você conseguiu dormir.
Você acordou assustada, com a enfermeira geral chamando a que estava te acompanhando e perguntando porque ela tinha ficado a noite toda ali, elas foram pra outro lugar e você e José haviam ficado sozinhos:
-Por acaso, você contou algo a ela?
-Não.
Ela passou a mão levemente pelo seu rosto e você deu um tapa nele.
-Tira as suas mãos de mim!
Como você havia tomado as vitaminas escondida, já estava bem mais forte.
-Oê, andou tomando os remédios ...
-Eu estou cansada de você!
-E eu de você, acho que vou te matar agora então.
Você saiu da cama, ele passou sobre ela. Sua primeira ação foi de pegar uma caneta que estava sobre a mesinha, colocar a ponta pra fora e ir pra cima dele. Obviamente ele era mais forte que você. Ele conseguiu te virar e te jogar na cama:
-Mas antes, tem uma coisa que quero fazer.
Ele foi abrindo as calças e você conseguiu chuta-lo bem lá. Mas não demorou muito pra que ele se levantasse e te jogasse na parede. Nesse momento, o hospital todo deve ter ouvido. Você estava tonta, mas não ia deixar que ele fizesse nada. Então você gritou, o mais forte que pode. Ele tampou sua boca com a mão, mas todos já deviam ter ouvido, precisavam ter ouvido. Ele te jogou na cama novamente, você alcançou a caneta e deixou sobre a sua barriga, com a ponta pra cima. Quando ele se jogou por cima, a caneta o feriu. Não dava pra saber se era grave, porque havia sangue ali. Ele pegou fortemente no seu pescoço, apertando ainda mais que antes. Uma mão no seu pescoço, outra no ferimento. Você encravava as unhas nele, mas ele não te soltava. O ar começou a faltar novamente. Neste momento Lucas, Leandro, Karina, a família toda entrou no quarto.

Comentem e deixem sugestões abaixo. Até o próximo episódio!

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